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Matérias

A Noiva

03/09/2012

  • Foto: Alexandre Lima
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Por Fernanda Suplicy / Fotos: Alexandre Lima

Os traços perfeitos e a elegância da noiva Renata Laborne enganaram todos os jurados e organizadores do WEDDING AWARDS. Com pinta de modelo e cliques perfeitos de Alexandre Lima, foi difícil de acreditar que não se tratava de um editorial de moda. Por essa razão, elas foram escolhidas para ilustrar a matéria totalmente dedicadas ao ser mais importante quando se fala em casamento.

No estilo tradicional toda de branco ou mais romântica em off-white, é ela o centro das atenções e emoções. É dela o grande dia. Não importam o tamanho, o modelo do vestido, o número de convidados, a religião, o local... é ela a princesa. No dia do casamento, a noiva será sempre uma noiva. Mesmo que o sonho daquela cerimônia seja mais da família do que dela, ainda assim ela inevitavelmente terá suas emoções e sensações à flor da pele e estará num momento de transição com todas as atenções voltadas para si.

Mas, desde o momento de aceitar um pedido de casamento, é importante lembrar que esse ritual dá início oficial a uma vida a dois, em que tudo passará a ser compartilhado, muitos aprendizados virão e o quanto é importante cuidar de quem está ao seu lado. Eu adoro um texto do educador Rubem Alves que diz existirem os casamentos do tipo tênis e os do tipo frescobol. Os do tipo tênis são uma fonte de raiva, ressentimentos, e terminam sempre mal, enquanto os do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa. Os jogos se parecem de fato, mas, no frescobol, para ser bom é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham, ou ninguém leva. Não se fica feliz quando o outro erra, pois o que se quer é que ninguém erre. O que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se  sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...  Afinal “para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se companheiro e ser de sua dama por inteiro”, já dizia Vinícius de Moraes.

Nós, mulheres, em sua maioria, temos o sonho de um único casamento, e por isso caprichamos tanto em tudo e em cada detalhe. E quando falo em capricho não me limito apenas aos materiais – para os quais há também enorme dedicação –, mas àqueles que não são vistos a olhos nus, como o cuidado com a escolha de uma madrinha, o respeito com o próprio sentimento. como levar a deliciosa notícia para a família. Sim, é sempre uma alegria e muito gostoso dar e receber essa novidade! Parece que entra uma névoa de felicidade em todos os envolvidos e tudo passa a conspirar a favor daquela relação. E acho que daí entra o ciclo do desejo da sua vez... Sabe aquela inveja branca, que não tem maldade, você apenas vê uma alegria tão especial no outro que adoraria vivê-la também. Não a dela, a mesma, mas a sua. E assim vão surgindo os novos sonhos de princesa!

A partir daí é hora de decidir todos os próximos passos. Normalmente, o primeiro pensamento vai para a escolha do vestido. Moderna? Descolada? Romântica? Renda? Seda? Longo? Armado? Fluido? Sem desespero. Siga o seu estilo de sempre, foque no que sabe que lhe cai bem e dê o toque de noiva a essa mistura do seu próprio armário. O importante é sentir-se bem, linda e não perder a sua essência. O ideal é não encarar uma personagem, lembre-se de que é você mesma que vai se casar e ao casamento dessa pessoa é que todos irão. Foi também essa mulher que seu futuro marido escolheu, portanto confie no seu próprio estilo. Claro, que com um toque especial, mas aí é a vez das estilistas entrarem em ação... São elas que vão “ler” todo o seu briefing para fazer você continuar você mesma, porém um tanto quanto mais especial que a de sempre.

Em recente bate-papo com a estilista Paula Zaragueta, escutei “Cabe a nós transformar o sonho que as noivas têm em realidade, mas não adianta ela vir no ateliê querendo ser a Kate Middleton. Ela é uma outra pessoa, e cada uma tem a sua personalidade. Como também não adianta eu fazer um vestido lindo e maravilho para ela, que não tem nada a ver com o que a noiva quer”. Ela comentou também sobre uma preocupação com a correria do mundo atual, como muitas mulheres hoje acabam tentando ser práticas, compram algo rapidinho e acabam perdendo um grande e especial momento da vida delas. "O cuidado do atendimento personalizado é um processo que a gente faz com muito carinho e que é extremamente especial. Pular isso é perder a experiência indescritível de participar da criação do próprio vestido". Esse é um momento único e merece toda a atenção. Eu curti muito ser noiva, e afirmo com toda certeza que depois que passa a gente fica com muita saudade. É um momento que não volta. E entre nós e as clientes, acaba sendo muito mais que um vestido, é um relacionamento que se cria com cada uma delas”. A personalização é muito bacana e faz parte do ser noiva. Nessa mesma conversa ela comentou sobre uma bride to be daquelas – como eu (rsrs...) – que trabalha como louca e nunca para quieta, mas que, ao entrar no ateliê, desligava o celular, mudava o semblante e falava “Pronto! Agora pode cair o mundo que não quero falar com ninguém”, e o objetivo delas – das estilistas do sob medida – é esse mesmo!

De qualquer forma, o noivo também pode ter o seu momento. Em breve, vamos explicar como ele deve e pode se entregar na alfaiataria a um grande nome como Alexandre Won. Afinal, não falamos do frescobol aqui à toa... e segue o jogo!
 

*matéria desenvolvida por Fernanda Suplicy especialmente para a revista YW #1 (para participar do WA, clique aqui: www.weddingawards.com.br)

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